Quadrinista explica processo criativo das HQs para alunos de Jogos Digitais EAD

Mesmo que boa parte do passo a passo das histórias em quadrinhos seja hoje digital, não se pode abrir mão de cinco etapas básicas: roteiro, desenho muitas vezes a lápis, arte-final, letras (textos) e cores. Esse processo pode ser individual ou coletivo, com um profissional executando cada etapa. “Eu mesmo gosto de fazer tudo sozinho”, afirma o quadrinista Rick Troula, que conversou na noite de 18 de novembro com alunos do curso de Jogos Digitais da Educação Metodista a Distância (EAD).

Rick explicou a evolução dos desenhos em quadrinhos e como se dá o processo criativo tomando como exemplo o The Displaces, HQ de conteúdo medieval que ele criou com base nas aventuras de RPG que jogava na juventude. “Criar é algo seu, mesmo que recriando personagens”, sublinhou, ao falar da exclusividade de cada autor.

Também artista de storyboard e concept-art para a indústria de animação, Rick Troula não escondeu a paixão por HQ, segundo ele um palco fértil para qualquer tema e qualquer mídia. “Hoje não existe mais o tabu de que histórias em quadrinhos são coisa de criança”, afirmou sobre a variedade de temas adultos e infantis.

O primeiro passo é encontrar a linguagem adequada ao público que se deseja atingir e depois compor imagens que explorem o tema. A linguagem visual pode ir do cartoon (mais estilizado) ao realista. Mas mostrou vários artistas que mesclam personagens estilizados com cenários realistas, cores com P&B e até desenho-fotográfico.

Segundo aconselhou, traçar um roteiro auxilia muito na organização da narrativa. A partir daí, é possível começar a planejar as páginas para trabalhar os detalhes dos desenhos. Rick Troula foi convidado do ciclo de workshops Grandes Nomes 2020. Veja aqui a palestra completa.

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