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O lugar da pandemia no coração do ser humano

por Roberta Parizotto Última modificação 2021-04-08T14:01:33+00:00
Reflexões - Pastoral Universitária

Em 1948, na Inglaterra, C.S. Lewis, renomado escritor, teólogo e poeta, percebeu um fenômeno ocorrendo na população: pairava temor de um possível ataque de bomba atômica. Então, ele fez uma linda reflexão e eu destaco parte dela aqui.

Ele disse: “Se todos nós vamos ser destruídos por uma bomba atômica, deixe aquela bomba, quando vier, nos encontrar fazendo coisas sensatas e humanas; orando, trabalhando, ensinando, lendo, ouvindo música, dando banho nas crianças, jogando tênis, conversando com nossos amigos, e não amontoados como ovelhas assustadas e pensando em bombas!”.

Trazendo essa reflexão para o nosso contexto, a pandemia pode exercer um poder devastador sobre nós. Corremos o risco de nos tornarmos temerosos e sem esperança. 

Não podemos ser ingênuos, a pandemia ou a morte pode chegar a qualquer um de nós, mas isso não pode nos paralisar porque nós cremos em milagres e na ressurreição – um dos dois vamos herdar. Assim, a pandemia não precisa dominar nossas mentes.

Com o pensamento da ressurreição em mente e com o entendimento de que Deus não perdeu o controle da História e da criação, gostaria de sugerir três ações importantes, a considerar:

Primeiramente, precisamos discernir o que podemos melhorar, deletar e acrescentar. Como não estamos paralisados pela pandemia, nós podemos nos tornar melhores aproveitando as oportunidades advindas da crise e assim crescer como servos/as de Deus, como esposos/as, como filhos/as, como indivíduos parte de um coletivo. Enfim, a pandemia nos instiga a nos tornar pessoas melhores.

A pergunta é: que ações você está realizando para se tornar uma pessoa melhor?

Em segundo lugar, precisamos discernir o que é essencial e quais são as prioridades. Coisas que eram essenciais não são mais. Novas coisas passaram a existir e outras foram eliminadas.

Nesse sentido, toda vítima desse tempo precisa estabelecer valores espirituais acima dos materiais, a redimir o tempo em favor da família e amigos e acima de tudo, a priorizar a Deus em seu dia.

Esse foi o alvo principal do apóstolo Paulo. Ele disse aos irmãos de Filipos: “Prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Filipenses 3:14).

A presença e intimidade do apóstolo com Deus passou a ser o alvo maior na sua vida.

Em terceiro lugar, precisamos discernir como nos portar diante da possibilidade do contágio e da morte.

Contágio e morte, aconteceram em muitos momentos na história do ser humano e fazem parte da vida de todo cidadão de hoje. Se nossos valores espirituais estão sobre todas as coisas, Deus atenua em nossos corações os efeitos dessas possibilidades de doença e morte.

O apóstolo Paulo chegou a conclusão de que, estar com Deus, era incomparavelmente melhor do que tudo o que a vida poderia oferecer, chegando a afirmar que para ele “o viver era Cristo e o morrer era lucro” (Filipenses 1:21).

Assim como C. S. Lewis teve que reagir ao fenômeno da bomba atômica, que mexeu com os corações de seus contemporâneos, assim também nós hoje, vendo tanta preocupação, ansiedade, dor e temor, precisamos agir e reagir com esperança e fé de que Deus ainda está no controle de todas as coisas.

Que Deus os abençoe, em nome de Jesus.

Pr. Anselmo F. do Amaral

 

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