Formados há 40 anos em Jornalismo se reencontram para celebrar a data

Grupo teve como patrono Dom Paulo Evaristo Arns

2020 não é um ano qualquer para um grupo de jornalistas brasileiros. Dia 7 de março, eles completaram 40 anos de formados pela Universidade Metodista de São Paulo, uma das primeiras turmas da escola que notabilizou centenas de profissionais na área de Comunicação. É, portanto, uma data a ser guardada.

Com São Bernardo do Campo na carteira de identidade universitária mas espalhados pelo mundo, vários deles deixaram a distância e os afazeres de lado para almoçar juntos em 8 de março último e reviver com intensidade os bons tempos estudantis. Claro que todos também fizeram um inventário dos caminhos percorridos na carreira, a maioria deles dedicada às redações, outros ao jornalismo corporativo, muitos abraçaram a vida acadêmica e outros ainda enveredaram pela fotografia e relações públicas.

Naquela época, a Comunicação da Metodista reunia nos dois primeiros anos de estudos turmas de Jornalismo, Relações Públicas e Publicidade e Propaganda, que se separavam em especializações nos 3º e 4º anos. De qualquer modo, entre os que se reencontraram para celebrar a formatura dos 40 anos não houve nenhuma surpresa com a coincidência do gosto inabalável pela carreira de comunicador, qualquer que tenha sido a autoestrada seguida.

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Da Remington às redes sociais

O Restaurante Pasta Nostra, na Capital, foi o endereço escolhido pelos veteranos do jornalismo da Metodista, que tiveram como patrono de formatura Dom Paulo Evaristo Arns, um símbolo de resistência naqueles duros anos de governo fardado. Apesar de já terem pulado a barra dos 60 anos de idade e vários já trocarem fotos de netos, poucos parecem querer colocar um ponto final na carreira. Ao contrário, buscam novos saltos profissionais nesta época em que as coisas ficaram digitais. Aliás, é pelas redes sociais que eles mantêm contato e se reencontram de tempos em tempos.

Roberto Gazzi, por exemplo, que atuou em grandes redações de jornais como Folha de São Paulo e Estadão, ensina agora comunicação para crianças por meio de sua Canguru News. Rose Guirro, que também dedilhou muitas vezes as antigas máquinas de escrever Remington e assistiu a inapelável transformação tecnológica pelos computadores da Folha e Estadão, atua há quase três anos in house na imprensa do Hospital Sírio Libanês.

Alguns à casa retornaram. Rodolfo Bonvetti fez mestrado e doutorado na Metodista e lecionou por muitos anos nos cursos de Comunicação da Umesp. Hoje dá aulas na Anhembi-Morumbi e FMU. Malu Rinaldi também formou muitas turmas de Rádio e TV no campus do Rudge. E a xará Malu Marcoccia é hoje assessora de imprensa da Metodista, após passar por redações como O Globo e DCI e trilhar pela comunicação corporativa. Heleno Clemente enveredou pelo mágico mundo da fotografia e montou um site de esportes equestres, Trote e Galope.

O grupo também reuniu aqueles que decidiram mudar a folha da biografia e descansar armas. José Luiz Cabrino e Izildinha Pilli aposentaram-se após anos de atuação na Vivo, onde iniciaram nos idos tempos da estatal Telesp – embora Izildinha, dizem, tenha sido mordida pelo comichão da política e pensa em candidatar-se a vereadora em Mogi Mirim, onde mora. Marilene Matheuz fez carreira no poder público de São Bernardo e busca agora no cotidiano da vida pessoal nova fonte de rejuvenescimento, como Malu Rinaldi, que pisou num outro campo de provas ao formar-se em Filosofia e trabalhar com orientação filosófica.

Também se juntaram à mesa dos 40 anos de boas notícias Deise Dalmaso, João Miguel Jacob, Ivanir Brancaglione, Olga Ueda Kanashiro e Rosemari Rocha, todos batalhando ou em busca de novas batalhas para ocupar corações e mentes na vida que segue.

Veja imagens do encontro.

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